quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nem com todo esforço do mundo

Não sei ao certo o que pensar, esperar, e sinceramente não acredito que eu possa me reencontrar nessa confusão. Levanto todos os dias, aceito o que é proposto, e mesmo não concordando tento seguir. É importante tomar decisões concretas, pensar no futuro, ou simplesmente fugir. Todas as coisas que decidimos fazer são importantes, não importa o gosto doce, amargo ou azedo, todos habitam a boca da vida. Queria poder dizer que não dou a mínima, infelizmente não sei mentir, por trás de todo “não me importo” existe sentimento.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tico e Teco conversam sobre política!


Tico e Teco são 2 neurônios irmãos que gostam de trocar idéias, eles acreditam que o resto da família neurônio é constituída por um bando de burros que carregam informações nas quais não entendem, de um lado para outro.

Tico: Quem você acha que vai ganhar as eleições?

Teco: Num sei, na verdade não ligo, se a mudança de governo não me prejudicar, acho que fico com o que já está ai.

Tico: Nossa, mas você não acha que isso é uma falta de zelo com o resto das pessoas, afinal você não está sozinho no país.

Teco: Não estou mas acho que gostaria, aliás, ficaria com algumas pessoas.

Tico: E as outras?

Teco: Que morram, quantidade não é qualidade, ta cheio de peso morto por ai.

Tico: E se alguém pensasse que você é o peso morto?

Teco: Bom, ai ele terá que me fazer sumir.

Tico: Você não acha que isso pode criar uma guerra?

Teco: A guerra é solução final para uma questão política.

Tico: Se você realmente acredita nisso, por que perde tempo pensando em política?

Teco: Não nasci pensando assim, o exemplo vem dos próprios políticos que vivem atacando um ao outro durante a campanha.

Tico: Vamos mudar de assunto?

Teco: Mudar por quê? Você que levou a conversa pra esse lado

Tico: Ah, quer saber, toma bolinha de papel no kengo!

Teco: Demorou, segura o saco de mijo ai!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Perdido nas lembranças


Lembro como se fosse hoje, tocar seus cabelos ao acordar, tocar o seio macio de sua face, lembro como se fosse hoje, a única felicidade que tive na vida. Na correria diária, nuvens tóxicas do elemento carbono, cabeça na janela, cabelos ao vento, nessa hora lembro de você. O erro, o grito no trabalho, a sensação de impotência, o sentimento de perseguição, nesses momentos lembro de você.

Quando não me sinto forte o suficiente, me pego criando imagens de cenas dramáticas perdidas no tempo e na cor das minhas lembranças, o sofrimento tranquiliza, por uma fração ínfima de tempo. Na realidade sou fraco, dependente químico de sua presença, sedento por seu amor, mortal por sua vontade. E ao longo do dia ou da noite, sou capaz de raciocinar toda essa irracionalidade nebulosa que transpassa pelos meus poros, sangrando meu espírito. Mesmo longe, sofrendo com a distância, sinto-me perto, o tremor atinge como se tu tivesse me tocado novamente. Não consigo voltar, sua voz não sai da minha cabeça, tomei o rumo do penhasco, a ponta dos meus pés já se mostram leves, livres, sem a resistência do solo. Acho que vou cair do penhasco, da vida, pra morte, no esquecimento, pois sem mim tu seguirás, porém sem ti não quero seguir.

A pergunta que nunca tem resposta, o que eu estou procurando? Na verdade não sei, mas a hora da verdade se aproxima. Sem o que você tem para oferecer, me deparo com meu verdadeiro eu, não é bonito, eu sei, é apenas o nu, cru, verídico. Nessa desordem organizada de luzes que saem da minha cabeça, me encontro atrás de uma porta, seguida por um muro, um sorriso sem cor, um rosto sem expressão. Sempre eu, falando de mim, esse egoísmo que tento fugir não me abandona, é minha essência, realidade. Perceber o outro, é uma das qualidades primárias que tenho, apenas não consigo mais me importar, piedade está em segundo plano, o primeiro é formado pela vontade de vencer, o que ou quem, não sei lhe dizer.

domingo, 15 de agosto de 2010

Do Fundo

Quando se está perdido, nada mais faz sentido. Às vezes perguntam como você está e por educação ou talvez proteção própria, afirmamos que tudo está bem, na mais perfeita paz. A verdade nunca é bem essa, principalmente se você for um ser humano pensante, com seus próprios problemas, batalhas e demônios pessoais. Desde já peço desculpas, sou uma pessoa horrível, que não sabe lidar com seus sofrimentos sem a extrema necessidade de atacar, a tudo e a todos, sem motivo aparente. Se está tudo bem, como posso criar pensamentos tão ruins para o universo, a conclusão que devo chegar é de que na verdade o problema do universo sou eu, sem a capacidade de ficar satisfeito e feliz, por mais que consiga realizar todos os meus desejos. Caso tivesse um gênio da lâmpada, este teria uma vida miserável, seria meu perfeito escravo, trabalhando 24 horas por dia para ter um “dono” infeliz e que por mais que ele tenha se dedicado, nunca estaria satisfeito com nada que fosse capaz de fazer.


Voltando a realidade, a culpa disso TUDO é minha, por mais que eu tenha TUDO, domine TUDO, a aparência será de como nada tivesse se passado, pior, terá piorado. Perdido em sonhos ruins, sombras trevosas, nevoeiros densos e vermelhos como os olhos de um touro ao fitar o pano para ele apresentado, nos tornamos cegos para o que acontece além de seus olhos e o pano vermelho. Eu sou um animal racional, então qual o motivo que me leva a interpretar a personagem do touro, talvez minha racionalidade sirva apenas para entender o quanto sou um animal limitado, que continua a agir por instinto.


O único desejo que passo a ter pelas pessoas é de que elas evaporassem, morressem, enfim, me poupassem de suas presenças negativas e atormentadoras. Que ruim seria, pois ainda preciso delas, penso. Serei eu o negativo por ter essas idéias, ou apenas um animal racional que está evoluindo para o status de demônio ou senhor da noite. Começo a desejar que isto seja apenas uma fase ruim, está se tornando muito perigoso, melhor acreditar que isso é apenas uma fase e que tudo vai passar. Já estou eu me mostrando fraco novamente, apelando para a esperança sobrenatural denominada fé. A fé é a única arma dos desesperados para dominar o que há de pior dentro de si, para muitos é o único alicerce da vida. Eles estão errados, eu não sei, eles ao menos têm certeza de um alicerce, e eu que nem sei direito o que eu sou.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mafia, Futebol, Eleições, Brasilidade


Uma historinha pode ser muito marcante, lembra dos filmes sobre a mafia, então, parece que o Brasil está voltando a essa época. Quando muito antigamente, os jogadores de futebol ganhavam apenas o suficiente para ter uma vida tranquila, não se metiam em tantos problemas, e viviam de certa forma com dignidade. O que vemos agora, é a mais perfeita demonstração do que o excesso de dinheiro, nas mãos de pessoas não preparadas, pode fazer. 


O sentimento de super homens, acima da lei, impera entre esses jogadores, mas não de todos. Alguns criaram em suas cabeças a imagem de que são mafiosos, quando não envolvidos com traficantes, praticam a técnica marginal de “passar” alguém. Ainda não há nenhuma prova conclusiva, apenas o desaparecimento de uma pessoa, e depoimentos perdidos, situação idêntica aos filmes da mafia. 


Voltando ao assunto, a exagerada remuneração, a essas pessoas despreparadas, leva ao crescimento de possíveis marginais, veja bem, não são todos. Isso não se resume ao Brasil, nem ao futebol, basta lembrar do caso O.J. Simpson. Ele foi acusado de praticar uma violência contra uma mulher, mas no fim, mesmo com todos os indícios contra ele, se livrou da pena máxima. Voltando ao Brasil, quem levará fé em um país no qual estão espalhados pseudo mafiosos, até alguns de nossos candidatos políticos, liberados por liminares a se lançarem na corrida eleitoral. Realmente essa é uma questão que assombra os brasileiros que, preocupados com o país, contando com a eliminação da copa, se preparam para o período de eleições.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Complicações divertidas

É engraçado o que acontece na vida de algumas pessoas. Quando se é homem, e tudo que se espera de você é que homem seja, o protagonista da história acaba por se envolver em tramas que podem ser perigosas. O perigo a qual me refiro, é o de ser o outro, sim, aquele que torna-se um joguete, um reserva, daqueles que só entram aos 40 do segundo tempo pra marcar o gol da vitória. 


O homem por mais que não goste desses "jogos perigosos", uma vez ou outra acaba se tornando personagem das histórias "Manoel Carlísticas", criada pela mente doentia ou confusa de certas mulheres. Imagine só, o rapaz recebe um convite, de uma garota, para tomar um chopp, muito comum e normal, há quem curta essas experiências, caóticas. Convite aceito, ele sai de um dia muito tenso de trabalho, morto, cansado, querendo relaxar, porém acaba se rendendo ao feitiço, cruel, da mente feminina. Ao chegar no local determinado, para o encontro de almas, ele se assusta, fica chocado, o oficial está presente. 


Um turbilhão de pensamentos passa por sua cabeça, preocupada, as vezes até, perturbada. Será que é uma emboscada, pensa nosso protagonista, que passa pela mesma situação que tantos outros silvas, brasileiros e sofredores. Em um momento oportuno ele faz a pergunta para a felina, por que ele está aqui? Ela sem nenhuma marca de preocupação em sua cara proveniente das mais nobres árvores, responde: "Não tive como evitar!". E como não? Como o mais belo e cordial político, nosso herói segue uma conversa, com seu adversário, sem transparecer o combate oculto. Imagine se o nosso silva, não fosse frio, a ponto de manter suas expressões faciais, subliminares, onde essa história iria parar. Fatalmente o oficial iria parar no hospital, já que seu corpo inteiro não tem metade da resistência, do nosso silva, o herói brasileiro. Esse conto serve para alertar, você, que se mete nas mais profundas encrencas, mediante o feitiço demoníaco das mulheres. Elas são ótimas, maravilhosas, encantadoras, por isso, capazes de construir uma vida com você ou destruí-la. Vá com calma, pense bem antes de se deixar envolver mas não deixe de conhece-las sempre mais e mais. Esses joguinhos românticos, são sempre positivos e divertidos, e claro, o que não te mata, te fortalece!

domingo, 30 de maio de 2010

Sentimentos X Razão

Quando nos deparamos com sentimentos bons, a muito já esquecidos, nos sentimos completos, realizados. A idéia de felicidade é algo muito vago, prefiro crer na existência de momentos felizes. Quando estou com meus amigos queridos, com meus familiares mais próximos, recupero as energias necessárias para a nova batalha que se aproxima.


Essa é uma análise introdutória, para o que de fato eu gostaria de escrever aqui. Não sei se serei capaz, de passar para as palavras, tudo o que realmente eu acredito, penso e sinto. Desde já peço desculpas, pelas minhas opiniões, e sentimentos exagerados.


Há uns anos, após um problema sério no campo sentimental, pra ser mais exato há 4 anos, decidi como uma forma de proteção, optar pelo isolamento das sensações correspondentes ao coração. Sinto que foi uma de minhas decisões mais sábias, pelo menos até a atual situação que se encontra a minha vida. Meus amigos não tem mais tempo pra mim, estão namorando, graças a Deus, estão evoluindo no que diz respeito a vida pessoal. Passei a sentir falta das pessoas para conversar, resolvi então me reabrir pro mundo emocional, deixando de lado a vida profana, que eu levava. 


Erro meu, voltaram a acontecer as mesmas coisas do passado, barreiras intransponíveis entre a minha pessoa e a felicidade. Novamente tento me fechar pro mundo, só que desta vez, sinto que não sou forte o suficiente para construir uma nova armadura.
Nesse conjunto de sentimentos fortes, eis que se mostram outros que eu não desejava de verdade voltar a sentir, o maus sentimentos. Raiva, fúria, cólera, ódio, violência desnecessária, tudo aquilo que sufoca as qualidades de uma pessoa, quando as trevas passam a valer mais do que 50% dentro de você. Voltei infelizmente a ter contato com essa parte negra de minha alma, pelo único sentimento que me faz perder o controle, a frustração. Tudo na vida vai indo bem evoluindo, incrível como apenas uma característica da vida pode ser suficiente para desequilibrar todo o resto.


Nessa nova situação fui obrigado a escolher, entre meu coração e a minha mente. Escolhi a mente, dei prioridade a minha carreira, que apesar de estar no começo é a única coisa concreta que eu tenho na vida. Com a capacidade analítica que me foi dada por Deus, uma mistura de dom com maldição, eu penso demais. Sou rico em sentimentos, mas a minha razão não permite que eu fique com eles, se tornaram apenas uma forma de sofrimento. Já deixei tanta coisa que amo para trás, por conta dessa maldita razão.


O que resta é esperar, acreditar que o futuro será melhor do que o presente. E como sempre me lembro, não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe, a esperança sempre será renovada. O momento é crítico, duro, mas como bom guerreiro, não desistirei, luto até o fim e morro de pé!

We play a game of touch and go
Your door is open but your heart is closed
I heal your hurts and pay the price
You walk away and you don't think twice
Maybe I'm just a fool
Who always answers when you call
Baby, who else will shelter you
When the rain begins to fall
Someday you'll come running to me
When you know it's a prison, being free
Someday you'll stop chasing your dreams
Someday you'll come running
You'll come running to me
Too much of you I live without
Our bodies speak but not our mouths
I can see his shadow in your eyes
But I don't ask where you've been tonight
I pick up the pieces
Every time you fall apart
Baby, but I keep tripping
On the pieces of my heart
Someday you'll come running to me
When you know it's a prison, being free
Someday you'll stop chasing your dreams
Someday you'll come running
You'll come running to me
When the wind blows colder
No one to care, no one to hold you
Love's not a road of no returning
Just look around
The fire's still burning
Someday you'll come running to me
When you know it's a prison, being free
Someday you'll stop chasing your dreams
Someday you'll come running
You'll come running to me
Apenas para mostrar como eu me sinto nesse momento...