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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mafia, Futebol, Eleições, Brasilidade


Uma historinha pode ser muito marcante, lembra dos filmes sobre a mafia, então, parece que o Brasil está voltando a essa época. Quando muito antigamente, os jogadores de futebol ganhavam apenas o suficiente para ter uma vida tranquila, não se metiam em tantos problemas, e viviam de certa forma com dignidade. O que vemos agora, é a mais perfeita demonstração do que o excesso de dinheiro, nas mãos de pessoas não preparadas, pode fazer. 


O sentimento de super homens, acima da lei, impera entre esses jogadores, mas não de todos. Alguns criaram em suas cabeças a imagem de que são mafiosos, quando não envolvidos com traficantes, praticam a técnica marginal de “passar” alguém. Ainda não há nenhuma prova conclusiva, apenas o desaparecimento de uma pessoa, e depoimentos perdidos, situação idêntica aos filmes da mafia. 


Voltando ao assunto, a exagerada remuneração, a essas pessoas despreparadas, leva ao crescimento de possíveis marginais, veja bem, não são todos. Isso não se resume ao Brasil, nem ao futebol, basta lembrar do caso O.J. Simpson. Ele foi acusado de praticar uma violência contra uma mulher, mas no fim, mesmo com todos os indícios contra ele, se livrou da pena máxima. Voltando ao Brasil, quem levará fé em um país no qual estão espalhados pseudo mafiosos, até alguns de nossos candidatos políticos, liberados por liminares a se lançarem na corrida eleitoral. Realmente essa é uma questão que assombra os brasileiros que, preocupados com o país, contando com a eliminação da copa, se preparam para o período de eleições.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sanduíche Hondurenho com recheio Brasileiro


Apesar da crescente manifestação popular em Honduras, o governo brasileiro ainda não aceitou negociar com o governo do país sobre a entrega do presidente deposto Manuel Zelaya. Alegando não reconhecer a legitimidade da gestão do presidente interino Roberto Michelleti, o Brasil pediu a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA) para mediar uma resolução pacífica. Michelleti já ameaçou publicamente que irá invadir a embaixada brasileira para prender Zelaya e que, não havendo acordo, eliminará relações diplomáticas com o Brasil.


Os conflitos em Honduras começaram durante a campanha para as eleições presidenciais, quando o então presidente deposto Manuel Zelaya tentou instaurar um plebiscito para prolongar seu mandato. Para fazê-lo, Zelaya propôs uma modificação na constituição do país, ato considerado ilegal no país. Para evitar uma manobra ditatorial, Michelleti fez uso das forças armadas e declarou a prisão do político, seu companheiro de partido.

Embora o papel do Brasil na crise política hondurenha seja delimitado por uma forte crítica ao governo golpista, crescem as desconfianças por parte da população local. A contestação popular começou quando, aparentemente sem o conhecimento do presidente do Luiz Inácio “Lula” da Silva, Manuel Zelaya voltou do exílio de forma clandestina, refugiando-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa onde permanece até o momento.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

24 horas de um brasileiro

Enquanto achamos a vida de herói norte americano um máximo, deixamos de olhar para o lado, nosso vizinho, um trabalhador transeunte. Personagem com a vida tão agitada quanto a de um seriado estrangeiro.

Os Jorges, Franciscos, e os mais conhecidos Josés, lutam diariamente contra inimigos com um poder de destruição bem maior que o de uma bomba atômica. Eles acordam, levantam, tomam seu banho antes mesmo de o sol nascer. Caprichosamente fazem a barba com sua lâmina de barbear, velha e surrada, tão antigas que poderiam estar no museu. Quase um ritual espiritual de quem se prepara para o pior, aliás o primeiro de seus piores problemas, a ausência de comida no prato seu e no de seus filhos. Quando disse que bomba atômica era menos destrutiva, me referia a fome, enfraquecendo corpos, destruindo almas, de forma silenciosa.

Triste é conhecer o que se passa na cabeça de nosso personagem, “ah já me acostumei”, isso não o impede de levantar e rumar a sua segunda batalha, como virou moda dizer “brasileiro não desiste nunca!”. Sai de casa, um bairro simples, com muitos inimigos espalhados, esses que em sua infância costumava chamar de amigos. Antes parceiros de “pelada”, hoje concorrentes na guerra desleal para ter o que comer. Alguns partiram para a margem da sociedade, transformando-se nos conhecidos marginais.

Sobrevivendo a segunda batalha, corre para o seu caminhão de combate, ou seria condução, cheio de outros guerreiros sedentos por aventuras e combates em terras distantes. Ao chegar, depara-se com um imenso sargento, de nome engraçado, Patrão. Gritando e esbravejando o sargento passa as ordens aos soldados e completa, “quem não tiver força de vontade, garra, e gastar todas as suas energias trabalhando hoje aqui, não precisará voltar amanhã”. Que força seria essa? A física, proveniente dos alimentos que a muito só restaram na memória de nosso herói. Retirando forças de onde não existia, mais um dia se completa, chega a hora de receber a esmola do dia, ou seria pagamento? No retorno do herói de guerra, no mesmo caminhão que o trouxe, o homem, mais morto do que vivo, para com o objetivo de comprar algum arroz com feijão qualquer, continuando depois uma caminhada até o formoso lar. Não desmontou nenhuma bomba para salvar o país, apenas salvou mais uma família, a sua, do abandono dos “Warlords” que de 4 em 4 anos mentem, prometendo proteção a família do guerreiro durante o combate.

Por: Leandro Kovacs