quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sanduíche Hondurenho com recheio Brasileiro


Apesar da crescente manifestação popular em Honduras, o governo brasileiro ainda não aceitou negociar com o governo do país sobre a entrega do presidente deposto Manuel Zelaya. Alegando não reconhecer a legitimidade da gestão do presidente interino Roberto Michelleti, o Brasil pediu a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA) para mediar uma resolução pacífica. Michelleti já ameaçou publicamente que irá invadir a embaixada brasileira para prender Zelaya e que, não havendo acordo, eliminará relações diplomáticas com o Brasil.


Os conflitos em Honduras começaram durante a campanha para as eleições presidenciais, quando o então presidente deposto Manuel Zelaya tentou instaurar um plebiscito para prolongar seu mandato. Para fazê-lo, Zelaya propôs uma modificação na constituição do país, ato considerado ilegal no país. Para evitar uma manobra ditatorial, Michelleti fez uso das forças armadas e declarou a prisão do político, seu companheiro de partido.

Embora o papel do Brasil na crise política hondurenha seja delimitado por uma forte crítica ao governo golpista, crescem as desconfianças por parte da população local. A contestação popular começou quando, aparentemente sem o conhecimento do presidente do Luiz Inácio “Lula” da Silva, Manuel Zelaya voltou do exílio de forma clandestina, refugiando-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa onde permanece até o momento.

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