quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sanduíche Hondurenho com recheio Brasileiro


Apesar da crescente manifestação popular em Honduras, o governo brasileiro ainda não aceitou negociar com o governo do país sobre a entrega do presidente deposto Manuel Zelaya. Alegando não reconhecer a legitimidade da gestão do presidente interino Roberto Michelleti, o Brasil pediu a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA) para mediar uma resolução pacífica. Michelleti já ameaçou publicamente que irá invadir a embaixada brasileira para prender Zelaya e que, não havendo acordo, eliminará relações diplomáticas com o Brasil.


Os conflitos em Honduras começaram durante a campanha para as eleições presidenciais, quando o então presidente deposto Manuel Zelaya tentou instaurar um plebiscito para prolongar seu mandato. Para fazê-lo, Zelaya propôs uma modificação na constituição do país, ato considerado ilegal no país. Para evitar uma manobra ditatorial, Michelleti fez uso das forças armadas e declarou a prisão do político, seu companheiro de partido.

Embora o papel do Brasil na crise política hondurenha seja delimitado por uma forte crítica ao governo golpista, crescem as desconfianças por parte da população local. A contestação popular começou quando, aparentemente sem o conhecimento do presidente do Luiz Inácio “Lula” da Silva, Manuel Zelaya voltou do exílio de forma clandestina, refugiando-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa onde permanece até o momento.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Juventude Dependente, Juventude Independente

Algumas coisas não mudam e, embora incríveis, não têm nada de assustadoras: rockeiros através dos tempos continuam buscando aliar diversão e tranquilidade. Os pioneiros, nos idos de 50 e 60, queriam mostrar a cara – e o gumex no cabelo, a cintura alta, a jukebox – nas festinhas de arromba em que diriam papai e mamãe “o que deu nessas crianças?” Os 70 chegaram com a juventude transviada do movimento paz e amor. Colorido de lama, diversão e sexo livre, o tempo era movido pelo que, já prenunciava Lennon, seria Lucy in the sky with diamonds. Mais dez anos e em 80 “pouca” coisa mudaria. As festas, maiores e mais barulhentas; o sexo, mais freqüente e mais irrestrito; as drogas; mais poderosas e mais possíveis.

E se já houve tanto barulho por nada, o que esperar do segundo milênio? Tipos diferentes de droga, de gíria, de festa, ou haverá algo mais? Se me perguntarem eu posso dizer, convicto, de que as drogas não sairão de vista (de nariz, de veia, de boca). São elas uma conseqüência direta da nossa escolha por um mundo cada vez mais competitivo e envolvido no espírito capitalista. Esse é o ambiente ideal para dar vazão à necessidade de desligamento e de catarse, movimento amplamente promovido pelo uso de entorpecentes. Premissa: ou se entregar à alucinação ou estar suscetível ao tilt, como estão as máquinas que nos escravizam.

Mas olhem só, titios reacionários e defensores da idéia de juventude perdida: nenhuma delas vive só de besteira. Todas voltam e pulsam com sua poesia – anestésica? as vezes. Alienada? Nunca. Falem todos muito mal dos rockers de plantão em cada esquina, dos regueiros de fundo de quintal, dos punks sujos do metrô de são Paulo: mas a mudança que se quer ver no mundo sempre vem aí do gueto. Pra essa gente escutar um som não é só mais um passatempo. Não se vendem, nascem pra morrer assim, sempre criticando, lutando, esperando ver no mundo a revolução que já fizeram em si mesmos.

Longe de mim criticar os outros estilos musicais ou de vida mas, de fato essa juventude do rock que nasceu transgressora, com personalidade e que não tem o hábito de aceitar as coisas simplesmente, é uma “tribo” muito mais preparada para modificar o mundo, entender o sentido da existência e viver em acordo com suas filosofias e valores.

Importa se você viver 70 anos? Se o valor está em de fato aproveitar os milimétricos segundos de cada conversa, cada mesa de bar? Mas se as drogas, mulheres, jukeboxes; se algum infortúnio qualquer reduzir o tempo de estadia terrestre, há saída. Parar; olhar; escutar; num exercício de contemplação. Uma trilha sonora para cada momento corrido e, prometo, tudo fica mais interessante. 

Essa pluralidade arrasta as drogas pra um segundo e obscuro plano; os rockeiros se tornaram independentes do aditivo histórico e hoje sabem: é perfeitamente possível ser feliz trocando 12g por 12 reefs bem tocados de guitarra.Algumas coisas não mudam e, embora incríveis, não têm nada de assustadoras: rockeiros através dos tempos continuam buscando aliar diversão e tranquilidade. Os pioneiros, nos idos de 50 e 60, queriam mostrar a cara – e o gumex no cabelo, a cintura alta, a jukebox – nas festinhas de arromba em que diriam papai e mamãe “o que deu nessas crianças?” Os 70 chegaram com a juventude transviada do movimento paz e amor. Colorido de lama, diversão e sexo livre, o tempo era movido pelo que, já prenunciava Lennon, seria Lucy in the sky with diamonds. Mais dez anos e em 80 “pouca” coisa mudaria. As festas, maiores e mais barulhentas; o sexo, mais freqüente e mais irrestrito; as drogas; mais poderosas e mais possíveis.

Longe de mim criticar os outros estilos musicais ou de vida mas, de fato essa juventude do rock que nasceu transgressora, com personalidade e que não tem o hábito de aceitar as coisas simplesmente, é uma “tribo” muito mais preparada para modificar o mundo, entender o sentido da existência e viver em acordo com suas filosofias e valores.
Importa se você viver 70 anos? Se o valor está em de fato aproveitar os milimétricos segundos de cada conversa, cada mesa de bar? Mas se as drogas, mulheres, jukeboxes; se algum infortúnio qualquer reduzir o tempo de estadia terrestre, há saída. Parar; olhar; escutar; num exercício de contemplação.

Uma trilha sonora para cada momento corrido e, prometo, tudo fica mais interessante. Essa pluralidade arrasta as drogas pra um segundo e obscuro plano; os rockeiros se tornaram independentes do aditivo histórico e hoje sabem: é perfeitamente possível ser feliz trocando 12g por 12 reefs bem tocados de guitarra.